A corrosão representa um desafio crítico nas indústrias de processo, gerando altos custos devido à deterioração de ativos, acidentes e danos ao meio ambiente. Este problema é especialmente relevante em sistemas que transportam fluidos com alto teor de cloretos.
Factores principales:
- Teor de cloretos: Em operações como upstream offshore, plantas de dessalinização ou jazidas de lítio e petróleo, os fluidos podem conter entre 1 ppt (1.000 ppm) e 400 ppt (400.000 ppm) de cloretos. Maiores concentrações implicam maior corrosão.
- Temperatura: Em temperaturas mais elevadas, a corrosão aumenta significativamente.
Tipos de corrosão em uniões flangeadas:
- Corrosão galvânica: Surge do contato entre materiais com diferentes potenciais elétricos em um meio condutivo.
- Corrosão por fresta (“crevice”): Ocorre em pequenas fendas entre materiais em contato, criando condições propícias para processos altamente destrutivos.
Este fenômeno requer atenção especial em ambientes agressivos para prevenir falhas críticas e proteger a infraestrutura e o meio ambiente.
Seleção de Materiais
Em ambientes agressivos, as juntas tradicionais (planas, espirais e com anel interno) são comuns, mas frequentemente a seleção adequada de materiais para prevenir a corrosão é negligenciada, gerando perdas e riscos.
Problemas em diferentes tipos de aço:
Aços carbono e de baixa liga:
- Alta vulnerabilidade à corrosão nesses ambientes.
- Estratégias utilizadas:
- Sobrespessura: Prolonga a vida útil sacrificando material.
- Revestimentos: Melhoram a resistência, mas não são recomendáveis nas faces das flanges devido ao dano gerado pela compressão do selo, favorecendo a corrosão e comprometendo a estanqueidade.
Aços inoxidáveis:
- Oferecem maior resistência à corrosão do que os aços carbono, mas ainda podem ser afetados em meios com alto teor de cloretos.
- Sua resistência é medida pelo índice PREN (Pitting Resistance Equivalent Number):
- Fórmula: PREN = %Cr + (3,3 x %Mo) + (16 x %N)
- Maior PREN indica maior resistência à corrosão.
- Em água do mar e ambientes altamente corrosivos, recomenda-se a utilização de um aço com PREN > 40.
Seleccionar materiales adecuados basándose en parámetros como el PREN es crucial para minimizar riesgos y mejorar la eficiencia en ambientes corrosivos. En agua de mar y ambientes altamente corrosivos, se recomienda la utilización de un acero con PREN > 40.
Juntas para Vedação de Flanges em Baixas Pressões
De acordo com nossas recomendações, em baixas pressões é possível utilizar juntas planas. Se o material metálico das flanges for resistente à corrosão nesses meios e as flanges forem RF, devemos simplesmente escolher o material para as juntas planas e utilizá-las nas medidas indicadas pelas normas.
Nesse sentido, material de fibras aramidas com aglomerante de NBR, como nosso FLEXSEAL 2042, é uma das alternativas para pressões baixas (séries 150 e 300 em ASME). Este material proporcionará boa estanqueidade e não promoverá a corrosão. Por se tratar de um material com aglomerante de borracha, sua vida útil é limitada, pois apresenta envelhecimento.
No entanto, pode haver casos onde a capacidade de torque seja limitada (por exemplo: prisioneiros B8/B8M classe I), ou o meio seja muito ácido ou alcalino. Nesses casos, sem dúvida, convém utilizar SEALON HIPRO, PTFE Expandido com fibras multidirecionais. Além disso, não sofre envelhecimento e pode vedar por muitos anos.
Quando as flanges são de aço carbono, a situação muda. Se as faces das flanges estiverem revestidas (se puder evitar isso, melhor), é necessário considerar o tipo de revestimento e sua resistência à compressão. O uso de revestimentos pode não ser recomendável nas faces das flanges devido ao dano que a compressão do selo pode causar, favorecendo a corrosão e comprometendo a estanqueidade.
JUNTAS PARA VEDAÇÃO DE FLANGES EM PRESSÕES MÉDIAS E ALTAS
Se tivermos processos com pressões mais elevadas, é necessário optar por Juntas Espirometálicas ou Camperfiladas. No entanto, essas juntas devem contar com características especiais para evitar a corrosão de todos os componentes.
ESPIROMETÁLICAS FLEXSEAL CWI-VMX
- Fabricadas com metais resistentes à corrosão, de acordo com a concentração de cloretos.
- O enchimento não metálico é composto por grafite de alta pureza (APX2), protegido por Mica em ambos os lados para evitar 100% o contato com o fluido.
- Fire Safe.
- O anel interno é camperfilado e revestido com SEALON HIPRO, proporcionando uma vedação protetora inicial.
- O diâmetro interno do anel interno é ajustado ao diâmetro interno da flange para evitar a formação de célula de corrosão.
CAMPERFILADAS FLEXSEAL CA/FCA-ID
- Fabricadas com metais resistentes à corrosão, de acordo com a concentração de cloretos.
- O material de vedação é SEALON HIPRO em ambas as faces.
- Pode ser utilizada em faces de flanges revestidas.
- O diâmetro interno é ajustado ao diâmetro interno da flange conforme seu Schedule, para evitar a formação de célula de corrosão.
KITS DE ISOLAMENTO PARA FLANGES
Quando, devido à dessemelhança de materiais das flanges ou para evitar correntes galvânicas que provocam corrosão, devemos utilizar Kits de Isolamento (Juntas Dielétricas), eles também devem possuir características especiais.
FLEXSEAL ELECTRA SCI-ID
- Para flanges ASME até série 2.500 e API até 10.000.
- Isolamento elétrico completo da flange graças às excelentes propriedades do G10.
- Veda com baixo torque.
- Vedação primária interna em PTFE, que alcança a borda da flange e evita a formação de célula de corrosão em meios agressivos com alto teor de cloretos.
- Vedação secundária em O’ring de PTFE com mola de aço inox 316, oferecendo maior segurança.
- Pode ser utilizado em uniões flangeadas RF-RF / RF-RTJ / RTJ-RTJ.
Referências
LOW EMISSION CERTIFIED
ULTRA LOW EMISSION CERTIFIED
FIRE SAFE CERTIFIED
CORROSION PREVENTION
HIGH TEMPERATURE
QUADRO COMPARATIVO DE JUNTAS DE VEDAÇÃO PARA MEIOS COM ALTO TEOR DE CLORETOS
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